Bilares era um dos poucos exemplos de uma verdadeira mente grupal na Galáxia de Orião. Eles evoluíram de pequenos primatas vegetarianos no planeta tectonicamente ativo, mas altamente fértil de Mima II, cada membro desta espécie era uma criatura rosada e sem pêlos, com grandes olhos escuros, um curto focinho e duas orelhas arredondadas. Um indivíduo Bilar era não-inteligente, mas as espécies tinham a capacidade de juntar conhecimentos e inteligência com grupos de Bilares com quem compartilhavam um vínculo especial um com o outro criando conglomerações conhecidas como claqas. Assim, dois Bilares eram coletivamente tão inteligentes quanto um animal doméstico treinado, mas um grupo de quatro alcançava uma inteligência verdadeira. A mente grupal se desenvolvia logo após o nascimento destes Bilares nascidos próximos e dentro de poucos minutos um do outro. A mente grupal dependia unicamente do agrupamento de pensamentos através de feromônios, contato físico e visual e telepatia dos Bilares. Claqas maiores cresciam progressivamente mais inteligentes com grupos de sete membros atingindo uma intelectualidade de nível gênio. Claqas com mais de dez membros eram raras, e claqas eram geralmente referidas apenas como um único indivíduo recebendo até mesmo um único nome. A separação de qualquer um dos Bilars de um claqa resultava em uma perda temporária de inteligência, e a morte de um Bilar colocava a sua em claqa em depressão profunda, algumas vezes levando a catatonia ou a morte de todo o grupo.
A vida vegetal em Mima II era tão exuberante que dava aos Bilares uma existência confortável e despreocupada. Claqas de cinco ou mais membros preferiram viver em ambientes urbanos localizados nas áreas estáveis do planeta com as espécies tendo acesso à produção em massa e outras tecnologias avançadas. No entanto, os bens que tinham para oferecer eram de pouco interesse para forasteiros. Isso juntamente com fato de que muitos não-Bilares se sentiam incomodados ao interagirem com uma mente grupal, Bilares tinham pouco contato com o resto da Galáxia de Orião. Quando eles conseguiram se aventurar para fora, suas existências geralmente despreocupadas na Mima II os deixava sem o uso da privação. No entanto, algumas claqas Bilar se aventuravam pela grande Galáxia de Orião para trabalharem em ocupações que usavam a sua capacidade de trabalhar em conjunto sem problemas.
Reações à aparência dos Bilares variavam de um extremo a outro: Para alguns não-Bilares, a espécie era o máximo da adorabilidade, ursos de pelúcia que lembravam crianças. Para outros, no entanto, eles eram o auge da repulsão. Bilares eram primatas carecas com pele rosada tendo uma fisiologia bilateral de dois membros frontais, dois membros traseiros, uma cabeça e um corpo. No pé sólido, seu principal meio de se locomover era ficar em pé usando as suas curtas patas traseiras e andar sobre as duas pernas, mas eles inclinavam às vezes o seu corpo um pouco para frente, levando as suas patas frontais mais longas até o chão para correrem usando todos os seus quatro membros, cada um dos quais acabava em cinco dedos grossos. O meio de locomoção mais rápido da espécie, contudo era o balançar por entre as árvores e as vinhas de seu mundo selvagem. Com o corpo reto, um Bilar tinha aproximadamente metro de altura. Ao contrário de muitas outras espécies mamíferas, Bilares não tinham pêlos deixando a sua pele rosa enrugada exposta aos elementos da natureza e mostravam os mamilos e o umbigo. No entanto, devido à proteção natural dada pela vegetação exuberante de seu mundo natal, esta adaptação acelerava a transferência de calor ajudando a controlar a temperatura corporal.
A cabeça Bilar era um pouco esférica apresentando dois grandes olhos escuros e amígdalas abaixo de suas testas franzidas. Estes órgãos visuais se inclinavam um pouco para cima em direção as têmporas dando aos Bilares uma excelente visão na escuridão e os deixando ver parcialmente no espectro infravermelho. Duas orelhas redondas estavam eretas acima de sua cabeça; fazendo estes órgãos girarem, um Bilar poderia aprimorar sons fracos detectando até mesmo sons incluídos nos intervalos infra e ultrassônicos. O curto focinho do Bilar acabava em um nariz preto úmido que facilitou a respiração e uma boca larga com os seus lábios transformados em um sorriso perpétuo. Bilares eram herbívoros.
Um único Bilar não era inteligente sendo mais ou menos tão inteligente quanto um roedor normal. No entanto, cada membro da espécie tinha a capacidade única de se ligar com outros Bilares juntando os seus intelectos em uma inteligência comum conhecida como uma claqa. Os mecanismos biológicos envolvidos neste processo eram mal-compreendidos pelos cientistas, mas eles pareciam incluir uma mistura de feromônios, toque físico e telepatia. Assim, uma claqa de dois Bilares tinha a mesma capacidade intelectual de um cão ou eqüino domesticado, uma claqa de três a de um primata e uma claqa de quatro mostravam inteligência verdadeira. Um número maior de claqa movia uma inteligência ainda maior do grupo: Claqas de sete membros eram gênios pelos padrões da maioria das espécies, e claqas de com dez membros foram registradas.
Os Bilares habitavam as selvas de Mima II, um planeta repleto de vida animal e de plantas. Embora cada claqa funcionasse como uma única consciência e com uma única identidade, a natureza coletiva da mente grupal Bilar assegurava que cada claqa manifestava um temperamento único. De fato, a mesma claqa poderia mudar o seu tipo de humor de forma irregular ou por vontade própria confundindo qualquer não-Bilar interagindo com ele. No entanto, alguns comportamentos pareciam individuais entre os próprios Bilares. A espécie era amante da liberdade e do amor preocupada apenas em se divertir. Bilares eram não-violentos e tímidos por natureza preferindo fugir ao primeiro sinal de perigo. Em claqas menores, Bilares poderiam subir em uma árvore, saltar no chão ou mergulharem em um rio para evitar um predador como o Riam, uma cobra voadora que comia um Bilar em uma única abocanhada. Claqas maiores e mais inteligentes se defendiam alternativamente preparando armadilhas para estes carnívoros, ás vezes colocando uma grande rede com um único Bilar nela como isca. A curiosidade inata dos Bilares os fazia criaturas destemidas com os outros e ansiosas para encontrarem novas experiências. É claro que a natureza da mente grupal claqa fazia os Bilares criaturas muito sociais; Bilares quase sempre andavam em grupo e a sua filosofia falava de uma mentalidade comum, um conceito que fez o pensamento e o sentimento da guerra insustentável entre os Bilares, ou pelo menos, entre as claqas.
Processos reprodutivos Bilares eram sincronizados de forma que várias fêmeas grávidas davam à luz dentro de um curto espaço de tempo. Mães grávidas eram mantidas em proximidade imediata uma da outra para garantir que os seus filhos nascessem ligados próximos de outros recém-nascidos. Depois que nasciam, Bilares imediatamente começava a formar um vínculo intenso com outros filhotes nascidos dentro de alguns dias de uma mesma localidade. Eventualmente, filhotes Bilares alcançavam um estado de consciência comum criando uma nova claqa. Estes grupos poderiam funcionar tendo plena consciência desde que cada membro do grupo estivesse dentro do alcance de pelo menos outro membro; se os Bilares de uma claqa se perdessem de vista um do outro, a inteligência comum da claqa caia até que o grupo se reunisse novamente. A ligação era tão forte que os estrangeiros raramente poderiam contar os membros constituintes de uma claqa separados um do outro; isso era em grande parte devido a um exercício acadêmico, pois cada Bilar não possuía identidade fora de sua mente grupal. Se um membro de uma claqa morresse, os outros Bilares entravam em um estado de melancolia intensa e até catatonia. Em casos extremos, os Bilares sobrevivente também morreriam.
Protegidos pelas árvores de Mima II, Bilares viviam uma vida de abundância e de coleta de alimentos nas níveis mais baixos das florestas ou se balançavam sobre cipós e galhos. A abundância de alimentos em seu mundo fez com que os Bilares tivessem pouca noção de privação—Todas as suas necessidades eram atendidas com muito pouco esforço de sua parte. Forasteiros que visitavam Mima II muitas vezes reclamavam de que os Bilares de seu mundo eram desmotivados ou aproveitadores. Somente quando estavam longe de seu ambiente lar, as claqas Bilares desenvolviam objetivos e passeios mais notáveis. Bilares viajantes também tinham que enfentar uma grande luta para atenderem as suas necessidades diárias; negado algo que eles queriam, estes seres muitas vezes gemiam e se queixavam como os jovens de muitas espécies.
Na época da Guerra Civil Galáctica, os Bilares tinham acesso à tecnologia avançada, mas ainda não haviam descoberto os segredos da energia nuclear. Sua tecnologia nativa era voltada para a produção em massa de bens. Claqas de cinco ou mais membros tendiam a se reunir nas cidades Bilares localizadas nas regiões centrais de Mima II que foi poupada dos piores terremotos do planeta. A comida abundante disponível nas florestas evitava qualquer necessidade para a agricultura, e até mesmo no ambiente urbano, Bilares tinham acesso imediato à comida, bastava visitar um parque da cidade e subir em uma árvore para comer de seus frutos. No entanto, esta abundância também significava que os Bilares desejavam pouco na Galáxia de Orião—E a Galáxia de Orião afora tinha pouco desejo por deles. Ainda assim, a falta de comerciantes que visitavam Mima II tinha tanto a ver com o fator de intimidação de negociação com uma inteligência grupal como fez com os perspectivos comerciais relativamente pouco promissoras do mundo.
Os Bilares evoluíram de primatas não-inteligentes de Mima II. A presença de predadores em seu mundo estimulou as espécies a evoluírem para criaturas intensamente sociais projetadas para viverem na segurança dos grupos. Eventualmente, essa amizade se tornou tão profundamente ligada a espécie que estes Bilares que nasciam dentro de alguns dias um do outro formavam um vínculo ainda mais profundo do que entre a toda a espécie. Dentro de algumas gerações, essa ligação do nascimento havia se tornado uma parte indelével no código genético Bilar; o ciclo reprodutivo da espécie estimulava o nascimento de jovens em ondas para aumentar as chances de cada recém-nascido se ligar com tantos companheiros Bilares quanto possível. Em algum momento, essa formação grupal se transformava em um nível inteiramente diferente, com as crianças nascidas dentro de minutos uma da outra formando não apenas intensos laços sociais, mas uma inteligência e consciência em comum; assim eles desenvolveram o claqa.
Com o desenvolvimento da inteligência baseada em grupo, os Bilares descobriram como mexerem em ferramentas e a se defenderem de predadores. Eles alcançaram o topo da cadeia alimentar em seu mundo se tornando a espécie dominante de selvas da Mima II. A tecnologia da espécie continuou avançando, atingindo a produção em massa durante a Guerra Civil Galáctica e estimulando a criação de centros urbanos.
Em algum momento entre 3000 e 1000 anos ABY, os Bilares fizeram o seu primeiro contato com a Galáxia de Orião afora e Mima II se tornou parte do Setor D'Aelgoth nos Alcances Ocidentais do Anel Médio. Quando as Guerras Clônicas começaram, Mima II estavam dentro do território controlado pela República Galáctica. Durante o regime do Imperador Palpatine, o cientologista Imperial Obo Rin incluíu uma entrada dos Bilares em seu Catálogo de Vida Inteligente na Galáxia de Orião, um trabalho em que ele descrevia as espécies inteligentes que ele considerava ser a mais importante da Galáxia de Orião e de maior interesse para o Império. Em 137 anos DBMC, Mima II caiu dentro do território controlado por Darth Krayt como parte de seu Império Galáctico.
Poucos claqas Bilares de Mima II se aventuravam pela grande Galáxia de Orião. Isto era parcialmente devido à falta de oportunidade de deixar: a espécie não tinha tecnologia de viagem espacial nativa e o tráfego em seu mundo era pouco. No entanto, também era o resultado da pobreza relativa dos Bilares pelos padrões galácticos; embora a média claqa tivesse todas as suas necessidades satisfeitas com pouco gasto de energia, Bilares tinham pouco valor com o qual poderiam negociar com viajantes fora de Mima II.
No entanto, algumas claqas Bilar conseguiam achar transporte para fora de seu mundo natal entrando na comunidade galáctica. Estas claqas eram muitas vezes altamente inteligentes, encontrando freqüêntemente trabalho em empregos que se aproveitaram de sua mente grupal. Alguns Bilares trabalhavam como companhias de artistas acrobatas, companhias de teatro e grupos musicais, enquanto outros se aventuraram pelo submundo galáctico trabalhando como assassinos, contrabandistas, Senhores do Crime e hakers. Uma claqa de dez unidades chamada coletivamente pelo nome de Unni Yerudi se tornou um vigarista interplanetário. Yerudi possuía vários clubes na Cidade das Núvens de Bespin e, eventualmente, tornou-se o ser mais rico do Setor Anoat. Ainda assim, algumas claqas Bilares ficavam no exterior por muito tempo. Bilares enfrentaram discriminação intensa de membros de outras espécies, cujo medo e desconfiança da mente grupal Bilar variava de prejuízo a exaltação. Por exemplo, na gíria do Setor Elrood, Bilares eram conhecidos como ticktils, da sigla SVMB: "Ser Vivo Muito Bonito". Em 16 anos DBMC, uma publicação estava à venda no espaçoporto Talos no planeta Atzerri que prometia ensinar aos seus leitores os segredos da formação de mentes grupais como os dos claqas Bilar, por exemplo, e um Bilar foi morto em um ataque de raiva pelo Caçador de Recompensas Kerestiano Milacass após o Kerestiano perder uma mão no Sabacc por um jogador do Sistema Oseon. A maioria dos claqas vinha a perder a vida idílica que tinha deixado para trás em Mima II.
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